1. Base
bíblica do movimento celular
A Igreja Cristã nasceu
com 120 pessoas. No dia de Pentecoste houve 3.000 conversões, multiplicando
assim 25 vezes sua membresia num só dia.
Como os apóstolos fizeram para batizar 250 pessoas num dia, cada um deles? Onde se reuniriam? Como discipular esse gente toda? Certamente eles distribuíram esses novos irmãos entre os 120, para que esses dessem seguimento ao discipulado.
Certamente cada um dos 120 levou um grupo de irmãos para seus lares e começaram a compartilhar do evangelho com eles.
A Igreja do Novo Testamento começou tendo dois tipos de reuniões. Reuniões nas casas e reuniões no templo (At 2.42).
O que a Bíblia quer dizer quando menciona que os cristãos se reuniam no templo? Refere-se ao templo judeu que não era um local próprio para receber as pessoas. Era um edifício relativamente pequeno, preparado para impedir o acesso das pessoas. Somente o sumo sacerdote podia entrar em sua parte mais interior uma vez por ano.
Os cristãos se reuniam no pátio do templo, não dentro do templo. Não havia outro local em Jerusalém que comportasse tantas pessoas. Por ser um local público, facilitava a pregação do evangelho.
Resumindo: A Igreja do Novo Testamento tinha dois tipos de reuniões:
As celebrações que se realizavam em lugares públicos tinham uma multidão de cristãos que hoje vem ser o Culto de Celebração no domingo.
As reuniões nas casas eram grupos pequenos que hoje chamamos células.
Por não ter um templo próprio para suas reuniões, a igreja do Novo Testamento acostumou-se desde o início a reunir-se nas casas (At 12.12; Rm 16.3-5; Cl 4.15; Fm 2).
A chave do crescimento da Igreja do Novo Testamento, é que sabia equilibrar suas reuniões grandes e pequenas, as celebrações e as células. Atualmente, as maiores igrejas do mundo são igrejas celulares e todas dão ênfase a ambas as reuniões.
No ano 312, com a institucionalização do cristianismo, a Igreja começou a perder seu equilíbrio entre a celebração e a célula. A Igreja deixou de reunir-se como comunidade de Cristo nas casas e começou a construir templos dedicados ao culto cristão. Esses locais se transformaram depois nas grandes catedrais. A Igreja perdeu sua ênfase no trabalho de todos os crentes, deixando-o somente para os “sacerdotes”, “líderes”, “pastores”.
Em 1517, Martinho Lutero liderou a Reforma, provocando uma transformação na teologia, porém, deixou intacta a estrutura da Igreja. Posteriormente os Anabatistas adicionaram à transformação teológica a transformação das estruturas na igreja.
Perseguidos por Católicos e Protestantes, os Anabatistas voltaram a reunir-se em grupos pequenos. Mais tarde os Puritanos seguiram a tradição de reunir-se em grupos pequenos.
Em 1738, inspirado pelos Morávios, João Wesley começou a organizar seus “clubes santos”. Estes eram grupos pequenos onde os crentes se reuniam para orar, estudar a Bíblia e animar uns aos outros. Para Wesley, converter-se e não participar de um grupo pequeno, não valia muito.
No fim de sua vida Wesley tinha conseguido abrir 10.000 células com uma participação média de 100.000 pessoas.
O movimento celular moderno
O pai do movimento celular moderno é o Pastor David Yonggi Cho, que iniciou sua igreja em 1958 em um bairro pobre de Seul, na Coréia do Sul.
Em 1960 havia alcançado seus primeiros 600 membros. Em 1964 sofreu um colapso devido a seu intenso trabalho. Como resultado de sua enfermidade que o colocou de cama por dois anos, descobriu que o modelo da Igreja do Novo Testamento havia sido o de pequenos grupos nas casas. Apoiando-se nas mulheres de sua congregação, iniciou com 20 células.
Em 1970 havia alcançado seus primeiros 1.800 membros. Em 1980, alcançou os 15.000. Em 1987, alcançou os 700.000 membros. Atualmente sua igreja continua crescendo e distribuindo seus novos membros entre 21 igrejas satélites.
A Igreja do Dr. David Yonggi Cho é em nossos dias a maior igreja do mundo e da história do cristianismo.
Deus tem restaurado à sua Igreja o modelo do Novo Testamento. A combinação das reuniões de celebrações com as células não é uma idéia humana, mas sim o modelo que a Bíblia e a história demonstram que tem sido o sistema de Deus para o crescimento de sua igreja.
2. O Pastor e sua visão de crescimento
Uma igreja pode
possuir um sistema celular adequado, porém, se o Pastor não é um homem de Deus,
as células não funcionarão. Mas, mesmo que uma igreja não tenha o sistema de
células, porém se o Pastor for um homem de Deus, a igreja crescerá. As células
não funcionam de maneira mecânica, elas precisam da participação direta do Pastor
da igreja. Ele é parte indispensável do sistema celular.
Não basta compreender o sistema celular, é vital que o pastor compreenda que o seu ministério é chave para o bom funcionamento das células. O Pastor é o motor que energiza o trabalho celular.
Para acontecer algo diferente no crescimento de uma igreja é necessário que o Pastor comece a pensar diferente e a executar as mudanças que sejam necessárias. Se continuarmos fazendo sempre as mesmas coisas, é impossível obter resultados diferentes.
Para que haja mudança é necessário que o Pastor cresça. Nenhuma igreja crescerá mais que o seu Pastor. Uma grande igreja só poderá ser liderada por um grande Pastor aos olhos de Deus.
O chamado
O Pastor deve crescer
em seu chamado. Ser Pastor não é exercer uma profissão como meio de
sobrevivência. É cumprir o chamado de Deus para anunciar a salvação eterna. É o
guerreiro que peleja as batalhas de Deus.
Se o Pastor não olhar para o púlpito como o altar onde deve derramar sua vida a favor dos perdidos, é melhor que evite as células e esqueça o crescimento da igreja.
A oração
O Pastor deve crescer
na oração. A vida de oração é característica das igrejas celulares. Mas,
as igrejas não se dedicarão a oração sem o exemplo do Pastor. O trabalho
celular decola sobre as asas da oração.
A paixão
O Pastor deve crescer
em paixão. O ardor da igreja para o trabalho celular só será vibrante a
partir de um Pastor fervoroso. Um Pastor duvidoso, tímido e desinteressado, não
poderá acender a chama em sua igreja.
O Pastor deve viver sua visão e transmiti-la às suas ovelhas. Mais do que as palavras, as ovelhas entendem melhor a linguagem do exemplo. Ninguém ficará sentado ao ver seu Pastor ardendo de paixão para salvar as almas perdidas.
O Pastor deve viver sua visão e transmiti-la às suas ovelhas. Mais do que as palavras, as ovelhas entendem melhor a linguagem do exemplo. Ninguém ficará sentado ao ver seu Pastor ardendo de paixão para salvar as almas perdidas.
Dependência do Espírito Santo
O Pastor deve crescer
na sua dependência do Espírito Santo. O Espírito Santo não é apenas uma
doutrina contida nos livros de teologia. É a pessoa real que deve dirigir os
destinos de sua igreja. O Pastor deve aprender escutar a voz do Espírito. Suas
mensagens devem ser recebidas na câmara secreta da oração em uma dependência
humilde do Espírito de Deus.
Palavra de Deus
O Pastor deve crescer
na Palavra de Deus. A paixão que não se fundamenta na Palavra de Deus,
não passa de emoção. As emoções são passageiras e toda visão baseada em emoções
não contará com a perseverança que o trabalho celular precisa. Sem um sólido e
crescente conhecimento da Palavra de Deus não se pode assegurar
a conservação de uma igreja numerosa. Sem a sólida Palavra de Deus a igreja
pode crescer como o pasto, alto, porém débil. A idéia é que a igreja cresça
como o carvalho, alto e sólido.
O Pastor deve ser um amante do conhecimento de Deus e de suas obras. Não é um caçador de novidades religiosas. Deve ser uma pessoa dedicada ao estudo das Escrituras e daquelas ferramentas que lhe permitam oferecer uma mensagem que seja edificante para as ovelhas.
Conhecimento
O Pastor deve crescer no conhecimento. Os desafios de uma igreja numerosa são múltiplos, e o Pastor terá que enfrentar e resolver diversos desafios. Isso requer amplos conhecimentos dos elementos que são importantes para a atenção e direção da igreja. Esses elementos são todo o conhecimento humano. Pela mesma razão o Pastor deve ser incansável em sua busca do conhecimento e da verdade.
Santidade
O Pastor deve crescer em santidade. A santidade se possui ou não. Não se pode ser santo somente em certa medida. A santidade deve ser total. O caráter real do Pastor é aquele que ele mostra quando está sozinho. Quem deseja que sua igreja cresça deve também crescer em integridade, pureza, justiça, verdade e honestidade.
Humildade
O Pastor deve crescer em humildade. Um homem soberbo será derrotado pelo peso da reputação de estar em frente de uma grande igreja; mas o homem humilde não pode ser derrotado pelo reconhecimento humano. Ele já aprendeu a se humilhar sob a poderosa mão de Deus.
Quando um Pastor reúne estes elementos poderá projetar-se para receber de Deus a visão para a sua cidade, país ou o mundo. Com tais características o Pastor não encontrará maiores dificuldades em comunicar às suas ovelhas o entusiasmo e a disciplina necessários para impulsionar o trabalho celular.
O Pastor celular acredita de fato no trabalho em células. Pensa nelas, trabalha com elas, sonha com elas. O Pastor ler sobre o assunto, se informa se relaciona com pessoas chaves do movimento celular, pergunta, investiga. Respira células e transmite tal paixão às suas ovelhas.
3. O que é uma célula e como se multiplica?
Antes de definir o que
é uma célula é importante estabelecer a diferença entre uma igreja com células
e uma igreja celular.
Em uma igreja com células, as células são outro departamento da igreja ao lado das senhoras, dos jovens, dos homens, das crianças, e tantos outros departamentos. As células são outra atividade a mais da igreja. O Pastor nomeia alguém para o departamento de células da mesma forma que existem um encarregado para outros departamentos, grupos e programas com os quais a igreja trabalha.
Em uma igreja celular, o trabalho com células é a atividade principal da igreja. Ela tem um só departamento: as células. Em uma igreja celular o Pastor está à frente do trabalho, sustentando a visão, estabelecendo as metas, avaliando resultados, usando sua criatividade para aperfeiçoar a aplicação do sistema. O trabalho celular não é delegado a um encarregado.
Muito se tem repetido que numa igreja celular o trabalho com células é a coluna vertebral. Na verdade, nada substitui o papel que as células têm na vida da igreja.
Outro conceito básico que é necessário definir refere-se à diferença entre um grupo pequeno e uma célula. Toda célula é um grupo pequeno, porém nem todo grupo pequeno é uma célula.
Um grupo pequeno é qualquer coisa que sendo pequena é também um grupo. Falando de grupos de pessoas, pode-se dizer que qualquer reunião com menos de 15 pessoas é um grupo pequeno.
Dentro dessa definição de grupo pequeno entra qualquer reunião de irmãos que se realiza para ter comunhão, para tomar café, para discipular, para confraternização dos jovens, etc. Tudo isso é grupo pequeno e tem utilidade para a vida da igreja, porém, nenhum deles é uma célula.
Definição de célula: É um grupo de 4 a 15 pessoas que se reúnem toda semana fora do templo para evangelização, confraternização e edificação, e que estão comprometidas com os propósitos da igreja.
Os componentes de uma célula são evangelizar, confraternizar, e edificar. Numa célula existe crescimento numérico, comunhão com os irmãos e com Deus. Se algum desses três elementos está ausente, então temos um grupo pequeno, mas não uma célula.
Os três componentes de uma célula devem estar equilibrados. Se a ênfase estiver mais na confraternização do que nos outros dois elementos da célula, tudo será voltado para a comunhão e não haverá formação de novos líderes. Mas, se a ênfase for a edificação, deixará de ter evangelismo. Se a ênfase for à evangelização, a célula perderá sua eficiência, porque muitos sairão pelas portas dos fundos por falta de equilíbrio entre comunhão e edificação.
O objetivo fundamental da célula é a multiplicação. A meta de cada célula é a multiplicação. As células saudáveis que equilibram seus componentes são as que se multiplicam.
As células se multiplicam quando seus membros aumentam. O propósito do sistema celular é manter pequeno o número de pessoas que fazem parte de uma célula. As células que têm mais de 15 membros começam a perder seu propósito.
Para a multiplicação de uma célula, é necessário seguir um processo diversificado. Convidar pessoas não crentes para a célula é uma parte do processo de multiplicação, porém não é tudo.
O processo começa o trazer os não crentes. Elas devem ser evangelizadas visando à conversão. Depois da conversão devem ser visitadas sistematicamente e incentivadas a participarem das celebrações coletivas no templo, fazerem a classe de membresia, serem batizadas e preparadas para serem líderes.
Somente seguindo esse processo, é que as células se multiplicam. Outros elementos importantes para o êxito na multiplicação das células são:
· Orar cada dia pelos membros da célula;
· Confraternização
entre os membros;
· Convidar novas
pessoas;
· Cuidar dos que
recebem a Cristo;
· Incentivar outros
para se tornarem novos líderes.
Existem duas formas de multiplicação celular:
A multiplicação mãe-filha. Ocorre quando uma célula, ao multiplicar-se, gera uma nova célula filha. Ao continuar crescendo, a célula mãe pode continuar gerando novas células filhas.
Plantar uma célula. Acontece quando se abre uma nova célula sem necessidade de ter começado com uma célula mãe. Quando existem condições para abrir uma célula em um lugar onde antes não havia uma, chamamos isso de plantar uma célula.
4. Qualidades dos líderes e anfitriões
O Dr. Joel Comiskey,
especialista mundial no movimento celular realizou uma pesquisa entre 700
líderes celulares nas 8 (oito) maiores igrejas do mundo, com o propósito de
determinar quais eram os fatores que fizeram os líderes terem êxito em seus
ministérios. A pesquisa se realizou em 1996 em igrejas que se encontram em
países diferentes, com idiomas, culturas e costumes distintos:
O êxito dos líderes de células independe dos seguintes elementos:
· Idade.
· Estado Civil.
· Sexo.
· Educação.
· Personalidade.
· Dons Espirituais.
A pesquisa mostrou que tanto as pessoas introvertidas como as extrovertidas, tiveram êxito em multiplicar suas células. Deus usa a personalidade que deu a cada um de nós.
Há mulheres que pensam que liderança é um assunto de homem, porém a pesquisa demonstrou que tanto homens como mulheres podem ter êxito como líderes. Um dado interessante: mais de 80% dos líderes na igreja do Pastor David Yonggi Cho são mulheres.
Também existem as pessoas que pensam que para ser um líder eficaz é preciso ter um dom de Deus. A pesquisa não mostra nenhuma conexão entre dons particulares e o êxito como líder celular. As necessidades das células são supridas pela soma dos dons de cada um de seus membros. Não é necessário que o líder possua todos os dons.
Outra idéia comum é a de pensar que o nível de escolaridade é um elemento essencial para funcionar como líder. A pesquisa mostrou que as pessoas que não têm educação formal são tão efetivas como as que a têm.
As pessoas que fizeram diferença na história foram aquelas que se recusaram a amparar-se em pretextos para justificar seu fracasso. Superaram seus defeitos e ideais e converteram suas debilidades em degraus de melhoramento.
As qualidades de um líder de célula são:
· Ser nascido de novo – Atos 26.16-18.
· Ser batizado em água
– Mateus 28.19.
· Ser cheio do
Espírito Santo – Atos 1.8.
· Bom testemunho –
Atos 6.3.
· Idade responsável –
1 Coríntios 13.11.
· Membro da igreja há
pelo menos seis meses – 1 Tm 4.12.
· Comprometido com a
igreja – Romanos 12.11; Hebreus 10.25.
· Aprovar a Escola de
líderes – Efésios 4.11.
Qualidades dos anfitriões:
Os anfitriões são as pessoas que abrem seus lares para que ali se realizem as reuniões de célula. Suas qualidades devem ser:
· Nascido de novo.
· Bom testemunho.
· Membro da igreja.
· Hospitaleiro.
· Comprometido com a
igreja e suas atividades.
Essas qualidades se aplicam aos anfitriões de células permanentes. No caso de uma célula rotativa, não há necessidade de requisitos, podendo inclusive ser pessoas não crentes; porém, é importante ter certeza que tal célula seja realmente rotativa e que não esteja mais de duas ou três semanas no mesmo lugar.
O trabalho principal de um líder é buscar novos líderes em potencial. O líder pode ocupar-se em levar convidados para a célula, porém, não deve ignorar que seu objetivo primordial é buscar novos candidatos a líderes. A meta é converter cada membro da igreja em um líder celular.
5. Reunião de planejamento e de célula
O modelo celular se
caracteriza por possuir dois tipos de reuniões nas casas: a reunião de
planejamento (duas: a do supervisor com os líderes e a dos líderes com os
membros) e a reunião da célula.
Reunião de Planejamento: Tem por propósito avaliar a reunião celular anterior, planejar a seguinte, delegar responsabilidades e animar os membros da célula a levar visitantes.
A reunião de planejamento é principalmente para os membros da célula que já são convertidos. Deve ser realizada com alguns dias de antecedência da reunião da célula para que os membros tenham tempo suficiente para aplicar as recomendações recebidas.
Uma boa reunião de planejamento dará como resultado uma boa reunião de célula; uma reunião de planejamento deficiente dará como resultado uma reunião de célula deficiente.
A reunião de planejamento não é um culto, nem uma reunião de oração, ou para comemorar aniversário ou para confraternização. Em uma reunião de planejamento existe oração e confraternização, porém o propósito principal é preparar a próxima reunião da célula.
A reunião de planejamento deve durar uma hora, com a seguinte programação:
1. Oração inicial.
2. Leitura bíblica sem
comentários.
3. Compartilhar as
instruções da supervisão para a semana.
4. Revisar os
resultados da semana anterior.
5. Planejamento da
próxima reunião da célula.
6. Atender as
necessidades dos membros.
7. Delegar tarefas
para a próxima reunião da célula.
8. Avisos.
9. Oração final.
O líder da célula deve evitar pregar na reunião de planejamento, deve ser amável e exemplo para todos.
Reunião da célula: A reunião da célula deve seguir as orientações da reunião de planejamento. A reunião deve durar uma hora e não pode ser transformada num culto feito em uma casa.
A reunião da célula deve ser realizada num ambiente de confiança e não deve mudar o culto do templo para as casas. O evangelho deve ser anunciado de maneira prática, mostrando como vivem os cristãos.
Na medida do possível, não se deve colocar as cadeiras atrás uma das outras, conservando assim o modo natural da mobília da casa. Não deve ser usado um púlpito ou uma mesa, para evitar separação dos visitantes.
O programa de uma célula é o seguinte:
1. Boas-vindas. Geralmente feita pelo anfitrião.
2. Oração inicial. O
líder não deve exigir que os visitantes orem.
3. Cantar dois ou três
louvores dirigidos pelo líder ou alguém encarregado.
4. Fazer o estudo
bíblico, facilitado pelo líder.
5. Motivação para
ofertar feita pelo líder.
6. Avisos dados pelo
líder ou alguém responsável para isso.
7. Oração final.
Após cumprir essa programação, que deve ser feita em uma hora, começa um tempo de confraternização sem tempo determinado. O bom líder é aquele que consegue manter a reunião num tempo adequado para que os visitantes saiam com uma impressão positiva dos crentes.
Durante a
confraternização, os irmãos devem dar atenção especial aos convidados. O
secretário da célula toma nota mentalmente dos presentes.
6. Preparando-se para uma reunião de êxito
O desejo das pessoas
de voltar a uma célula depende de a reunião ter sido satisfatória.
Indiscutivelmente, o desejo de todo líder é desenvolver uma célula vitoriosa.
Para que isso aconteça é importante levar em conta os seguintes princípios:
Oração. Numa pesquisa realizada entre líderes de células bem sucedidos de diversas igrejas em distintos países, se concluiu que existe uma clara relação entre o tempo que gastaram com Deus e o êxito em multiplicar sua célula.
Orar pelos membros da célula é o trabalho mais importante do líder para unir e fortalecer sua célula em preparação para a multiplicação. Os líderes ampliam sua efetividade ao orar diariamente pelos membros de sua célula. Ao orar se abre a porta para que as conversões possam acontecer.
É necessário estabelecer a diferença entre o urgente e o importante. O importante é a relação do líder com Deus em oração, enquanto o urgente é tudo aquilo que rouba o seu tempo com Deus.
O Pastor David Yonggi Cho envia seus líderes de célula para a Montanha de Oração para jejuar e orar por alguns dias quando suas células não estão crescendo.
Meditação antes da reunião da célula. A preparação do líder da célula deve estar pronta pelo menos meia hora antes da reunião. Ele deve ter tempo para preparar seu coração diante de Deus, pedindo-lhe a plenitude do Espírito Santo.
O líder deve buscar um lugar tranqüilo para ficar em comunhão com Deus. Existem muitas coisas que Deus deseja dizer antes de começar uma célula. O líder deve ter ouvidos atentos para poder escutar as instruções do Espírito.
Preparação do Estudo. O líder deve estudar a lição que lhe foi passada com bastante antecedência. Se o estudo da lição fica sempre para a última hora, o líder não poderá assimilar adequadamente as verdades da salvação que deve transmitir.
Ao fazer seu estudo o líder deve anotar suas dúvidas e perguntas que tenha, para em seguida perguntar ao seu Pastor e estar preparado na hora de compartilhar o evangelho com os visitantes.
Saber escutar. Para que os amigos sintam o desejo de voltar a uma reunião da célula, é importante que se sintam bem tratados. Isso inclui serem escutados. As pessoas buscam quem lhes escute. O líder não deve apenas fingir que escuta, mas escutar de verdade. Os líderes celulares escutam para melhorar a qualidade de sua célula ao resolver os problemas e orientar seus membros.
Trabalhar fora da célula. O líder é líder o tempo todo. Ele não atende as pessoas apenas dentro da célula, mas o faz sempre que for necessário. As pessoas têm diversas necessidades, e a “hora de serviço” do líder não é somente aquela da reunião, mas uma disposição de servir o tempo todo ao seu próximo.
Crescer
o tempo todo. O líder deve assistir
pontualmente as reuniões de supervisão para ser afinado no trabalho de levar as
boas novas. Não deve esquecer que o trabalho de capacitação não termina com o
curso para líderes. A capacitação continua por toda a vida.
7. Conservando os frutos da célula
Um conhecido
evangelista disse: “Custa dez por cento de esforço ganhar uma pessoa para
Cristo, porém custa noventa por cento fazer que ela permaneça na fé”. A
verdade dessas palavras se faz evidente na medida em que o número de conversões
se multiplica em uma igreja.
Uma igreja que aplique os princípios do sistema celular, logo começará a ver resultados. Os novos convertidos aparecem e então começa o verdadeiro trabalho. Para fechar as portas dos fundos é necessário tomar alguns cuidados com os novos convertidos.
As primeiras semanas depois da conversão são críticas na vida de uma pessoa. Por isso, é necessário treinar os membros da célula não apenas para ganhar almas, mas também para cuidar dos novos. Este cuidado inicia com quatro visitas que se realizam, uma por semana, aos novos convertidos.
O líder deve capacitar os membros de sua célula para realizar essas visitas e deve ter um controle da maneira como estão sendo realizadas.
A visita deve ser feita com cordialidade e fortalecimento, mostrando interesse no novo convertido. Visto que a maioria das pessoas que são ganhas para Cristo em uma célula são convidadas por um membro da mesma célula, é conveniente que as visitas sejam feitas pelas pessoas que convidaram tais pessoas.
A primeira visita tem como propósito explicar e reafirmar o que significa ter recebido a Jesus como Salvador.
A segunda visita como objetivo ensinar os novos convertidos a importância da oração.
A terceira visita tem como finalidade explicar a importância da leitura da Palavra de Deus e animar a pessoa a começar a ler cotidianamente.
Finalmente, a quarta visita, é uma explicação sobre o que é o batismo na água e o procedimento necessário para recebê-lo.
Com estas quatro visitas se tem dado assistência ao novo convertido em seu primeiro mês de vida cristã, o que já é um passo importante. Porém, isso não significa que tais pessoas não voltem atrás.
Cada cristão precisa de um mentor e isso deve ser por tempo indeterminado ou para sempre. O fato de terem acontecido às visitas programadas, não significa que o irmão mentor tenha finalizado sua tarefa.
Cuidar de um novo convertido é um trabalho que demanda disposição, amor pelo próximo, abnegação e lealdade. O mentor deve ficar atento ao desenvolvimento espiritual do novo crente. Deve orientar, alertar e animar o novo irmão a participar ativamente da obra de Deus. Em caso de enfermidade ou outra dificuldade, o mentor deve ser o primeiro a procurar ajuda para sua ovelha.
Este quadro mostra um novo paradigma do cuidado pastoral. Já não é possível continuar conservando a idéia que o Pastor é quem visita, aconselha, exorta e anima os santos. No modelo celular é necessário resgatar o conceito do Novo Testamento do sacerdócio de todos os santos para animar uns aos outros.
Só assim podemos
praticar o “uns aos outros”.
Ao cuidar dos aspectos
espirituais, físicos e materiais dos membros da célula, será possível
desenvolver em cada pessoa um sentido de pertencer a igreja celular por mais
numerosa que esta seja.
8. A supervisão e a disciplina no sistema celular
A efetividade dos
grupos familiares é indiscutível. Quanto mais trabalhamos com células nos lares,
o sistema não se debilitará, pelo contrário, se consolida cada vez mais.
Temos aprendido a importância de saber delegar funções entre os irmãos, não só para que todos tenham alguma participação, mas também para atender um número maior de pessoas. Não obstante, isto implica no risco de que à medida que aumenta o número de pessoas que se envolvem nesse trabalho, também aumenta a possibilidade de descuidos, erros e omissões. Daí a importância da supervisão.
A vida do ministro eficaz: Lamentavelmente, parece que alguns pastores defendem a idéia de que seu trabalho na obra se limita simplesmente a pregar algumas vezes na semana, a visitar de vez em quando os membros, ir a funerais, fazer a programação da igreja, esperando passivamente que o Senhor, de alguma forma, abençoe seu ministério com um crescimento milagroso. Deus nos tem mostrado através de sua Palavra que o Pastor é o servo que Deus tem posto na igreja para orar e cuidar das pessoas, apascentando-as e dirigindo-as tanto individual quanto coletivamente (2 Tm 2.14-15; 4.1-2; Tt 2.7-8; Hb 13.17).
Como preparar supervisores eficazes: O Pastor como Moisés, deve saber conduzir a igreja. Ele tem a visão, e sua vida é possuída por ela. Tudo o que faz e diz gira em torno das células e do crescimento que visualiza para a igreja. Não perde tempo com assuntos que não trazem benefícios para a obra de Deus. Procura sempre melhorar para alcançar as metas estabelecidas, tornando-se assim um exemplo a ser imitado (1 Tm 4.11-12; Tt 2.7; 1 Co 11.1; Hb 13.7). Esta é a melhor maneira de preparar novos Supervisores, pois eles recordarão melhor as instruções que levam o respaldo do exemplo. Quando um líder a partir da sua célula consegue através da multiplicação alcançar um número de 4 (quatro) células, ele abrirá a 5ª célula apenas com os líderes das demais e estando elas consolidadas, então será consagrado a Supervisor. O Pastor deve programar reuniões periódicas com seus Supervisores, para informar-lhes dos avanços obtidos, para mostrar-lhes gráficos, estatísticas e as metas a alcançar. Também para dar-lhes idéias que lhes facilitem a obtenção dos objetivos traçados.
A
supervisão eficaz:
Mesmo tendo supervisores capacitados, o Pastor não deve acomodar-se.
Semanalmente deve escolher um deles e acompanhá-lo em sua supervisão,
inspecionando as células de seu setor para observar se os líderes estão
realizando o trabalho dentro dos planos estabelecidos.
Atenção: A reunião de planejamento deve ser realizada com seriedade e responsabilidade, de acordo com o programa estabelecido.
Toda célula deve ter seu programa de visitação para motivar e evangelizar os amigos visitantes como também para consolidar os novos convertidos e guiá-los ao batismo na água.
Que cada Líder e Supervisor no dia da reunião, tragam seus controles estatísticos para que haja um claro panorama do estado de cada célula.
Que todos cumpram com suas respectivas funções. Que o anfitrião mantenha seu lar limpo e preparado para a hora da reunião e se coloque na porta para receber os convidados.
Que os membros cumpram com seu compromisso de convidar.
Que o líder esteja preparado espiritual e mentalmente.
Que o secretário da reunião leve atualizada a lista de membros com os dados de cada um em seu caderno.
Que a reunião não tenha o caráter de um culto e sim que se realize de acordo com o formato estabelecido: em um ambiente de cordialidade e atenção personalizada.
Que a reunião não dure mais de uma hora, pois, os convidados cansam e não voltam mais, além de perder o tempo de confraternização para a comunhão.
Que a atenção a todo membro na reunião seja constante.
Também é de vital importância cuidar continuamente da condição física, familiar e espiritual de cada supervisor, líder, assistente de líder e anfitrião. Para isto deve-se certificar que todos assistam as celebrações na igreja e participem de suas atividades.
A disciplina no sistema
O sistema celular requer a participação de toda a igreja; sem dúvida, este sistema requer de todos os participantes seguir estritamente o procedimento estabelecido, ou seja, ser disciplinado e obediente aos princípios que regem o sistema. Notemos três elementos fundamentais:
Deus: Deus deve ser reconhecido como soberano, o possuidor de todo poder no céu e na terra. Nada pode impedir seus propósitos de salvação e restauração. Reconheçamos pois a supremacia de Deus.
O elemento humano: O homem, como instrumento de Deus, deve reconhecê-lo como a única fonte de autoridade. Isto deve conduzir todo servo de Deus a uma contínua dependência do poder que o Espírito Santo outorga. Cabe ao Pastor através de uma vida disciplinada de oração, jejuns e vigílias, influenciar aos demais com o seu exemplo.
A organização do trabalho: Quando uma igreja adota o sistema celular, deve também adotar uma organização adequada à nova estrutura de trabalho. Nesta nova organização o Pastor delega aos membros da igreja, funções tais como: Pastores, supervisores, líderes, anfitriões, auxiliares, etc. Para que a estrutura funcione adequadamente, é necessário que cada participante trabalhe dentro das normas estabelecidas. É responsabilidade do Pastor buscar que todos os participantes se comprometam a cumprir os princípios dos grupos familiares bem como é responsabilidade de todos os membros tornarem-se líderes de células para alcançarem a sua geração.
O Pastor deve ser
disciplinado, organizado, e empenhar seus esforços nos princípios,
comunicando-os e insistindo neles diante da igreja.
9. As metas na igreja celular
Outra característica
das igrejas celulares, é que fixam metas de crescimento.
Definição: Uma meta é um objetivo específico que se pretende alcançar em um tempo específico.
Os elementos de uma meta são:
· Um objetivo específico. Clareza sobre o que se pretende. Que cada líder saiba aonde quer chegar, qual é o caminho a seguir.
· Um tempo específico. Um objetivo específico sem um tempo para ser alcançado, não constitui nenhuma meta. É necessário estabelecer o tempo quando se pretende alcançar o objetivo.
Uma pesquisa entre igrejas celulares demonstrou que é muito mais provável que os líderes que possuem uma data estabelecida para multiplicar suas células alcancem tais metas, do que aqueles que não possuem uma meta fixa.
É bem verdade que a obra de Deus depende da sua vontade soberana, e isso implica que Ele deseja a salvação das pessoas que estão perdidas no pecado. Quanto maior a multiplicação celular, maior o número de perdidos alcançados.
Podemos ter certeza que é da vontade de Deus que as células se multipliquem, mas é necessário estabelecer uma data para essa multiplicação.
Falando sobre esse tema o Dr. David Yonggi Cho escreve: “Muitos me criticam por dar metas ao meu povo e esperar que elas sejam atingidas. Mas, se não lhes dou uma meta, não existe nenhum propósito para continuar com a célula”.
Em outra ocasião também afirma: “Muitas igrejas estão falhando em seu sistema celular porque seus líderes não dão a seus membros uma meta clara e nem fazem menção constante dela. Se não há uma meta, se reunião apenas para compartilhar”.
As metas são estabelecidas de acordo com as condições de cada igreja. Não existe uma norma rígida. Cada Pastor deve ser criativo na aplicação do princípio de estabelecer metas de crescimento, sem, porém, deixar de estabelecer tempo.
Cada meta é um desafio para um tempo específico. Mas, muitas pessoas temem estabelecer metas. É importante evitar o idealismo com relação a metas. É fácil cair no extremismo de pela fé deixar tudo com Deus. Porém, se as metas estabelecidas são razoáveis e, por outro lado alcançáveis, somente resta estabelecer as prioridades e aplicar as habilidades necessárias para ir avançando progressivamente até o seu cumprimento.
Uma vez estabelecida a meta, o líder deve trabalhar com os membros de sua célula para alcançá-las dentro do tempo estabelecido. Deve delegar responsabilidades específicas para cada pessoa e o tempo para alcançá-las. Deve também revisar periodicamente se os membros de sua célula estão verdadeiramente trabalhando em suas tarefas.
Uma pesquisa mostra que os líderes que semanalmente animam seus membros a trazer novos convidados para a célula, duplicam a capacidade de multiplicação da mesma, em contraste com os líderes que mencionam o tema de vez em quando ou nenhuma vez. As metas são alcançadas por uma insistência permanente de que o objetivo da célula é a multiplicação.
Geralmente o ritmo de crescimento de uma igreja pequena é muito maior que de uma igreja numerosa. Também é verdade que o ritmo de crescimento de uma igreja que faz uma transição adequada ao modelo celular, é mais alto que o de uma igreja que nasce debaixo do sistema celular. Essas considerações devem ser levadas em conta na hora de estabelecer as metas.
Uma vez estabelecidas as metas, estas devem ser anunciadas como um desafio que a igreja alcançará vitoriosamente. A meta escrita em letras grandes, deve ser colocada em um lugar visível para ser um lembrete permanente para a igreja de que existe uma meta a ser alcançada. Quanto mais específico for o alvo, mais empenho o Pastor está pondo no trabalho celular.
Algumas igrejas celulares costumam por suas metas por escrito diante da igreja, junto ao púlpito; reforçando assim visivelmente a meta que se pretende alcançar.
Obviamente, uma meta
escrita não é suficiente. O Pastor deve fazer menção da meta sempre que seja
pertinente. Deve guiar a igreja em oração para alcançar a meta. Deve impregnar
na igreja de tal maneira a meta proposta, até que se convença de que cada membro
faça da meta a sua visão pessoal e ponha empenho necessário para alcançá-la.
10. Como conseguir novos líderes
O sistema celular é na
realidade uma estratégia de liderança. Os líderes são a base. O crescimento de
uma igreja celular é diretamente proporcional ao número de líderes de que se
disponha. Não se deve cometer o erro de enfocar-se no número de células. O
enfoque deve ser no número de líderes.
O crescimento de qualquer igreja celular é o resultado da eficiência da mesma em capacitar novos líderes celulares. As igrejas bem sucedidas são as que treinam todos os santos para fazer a obra do ministério. Cada membro deve ser visto como um potencial líder.
O sistema celular é um ciclo que alimenta a si mesmo: novas células produzem mais pessoas alcançadas; mais pessoas alcançadas produzem novos cristãos; novos cristãos produzem novos candidatos a líderes; novos líderes produzem novas células e, assim, o ciclo se encerra e se completa.
É importante cuidar de cada um dos elementos deste ciclo, a fim de assegurar que sempre haverá novos candidatos a líderes. Se houver descuido com qualquer um dos elementos, o ciclo celular será rompido, o que estagnará o crescimento das células.
As células são criadoras de líderes, e é importante aproveitar tanto recurso humano que a obra de Deus demanda. Jesus dedicou 51% de seu tempo ao ministério público e os restantes 49% na formação de seus discípulos. Essa é uma porcentagem surpreendente que nos mostra a ênfase que Jesus deu na formação de líderes.
Para conseguir novos líderes é importante seguir os seguintes princípios:
Primeiro princípio: Instruir os líderes atuais sobre seu objetivo principal. Se bem que os líderes devem dar exemplo aos membros de sua célula levando convidados. Seu trabalho principal na verdade, é encontrar o próximo líder da célula. O objetivo para cada membro da célula é alcançar outros para Cristo, mas para o líder da célula é formar novos líderes.
Segundo princípio: Permitir que cada membro realize funções celulares significativas. Uma vez que os líderes atuais tenham escolhido um membro de sua célula para convertê-lo em um novo líder, deve começar a instruí-lo, permitindo-lhe desempenhar certas funções como: oração de boas-vindas, direção do louvor e, em casos mais avançados, ministrarem o ensino na célula.
Terceiro princípio: Assegurar-se de que o líder em potencial receba treinamento adequado. O líder deve conduzir o candidato ao curso de capacitação com o objetivo de receber as ferramentas que lhe permitirão converter-se em um novo líder.
A capacitação de um novo líder é permanente, não é completada com o curso de capacitação. Cada novo líder deve continuar tendo um mentor, deve complementar sua capacitação exteriorizando suas dúvidas e perguntas na reunião de supervisão.
O Pastor celular deve recrutar e treinar mais líderes do que ele necessita. Deve gastar tempo e recursos no treinamento de novos líderes.
Dentro de uma igreja celular, o paradigma é que a capacitação de um novo líder começa com a conversão de uma pessoa. Logo deve existir um procedimento de atenção imediatamente depois da conversão. Chegar a ser líder deve ser esperado como coisa natural para todos os crentes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário